segunda-feira, 26 de abril de 2010

Infância - Capítulo 2 - Diferente

 Nota: Tenho diversas histórias e decidi que não vou deixar apenas essa aqui, então de agora em diante, quando for esta mesma história, ela estará marcada como "Infância" que é o título provisório dessa história.

Já faziam 3 dias de nosso "encontro" e nada de Jason. Ele não apareceu na lanchonete, o que definitivamente não me incomodava - não queria nem vê-lo, porém me deixava preocupada, pois alguém poderia ligar isso ao fato que eu fui entregar a carteira na casa dele e perguntar se eu sabia de algo... Eu não queria acreditar que poderia ser culpa minha. Não. Com certeza era algo diferente, ele foi viajar ou, quem sabe, finalmente se mudou da cidade.
Meu chefe, no 4° dia, resolveu juntar 1+1:
- Hannah, por acaso aconteceu alguma coisa estranha quando você foi levar a carteira do Sr. Jones?

- Oras, é claro que não! -já ficando vermelha

- Mas.. Tem certeza?

- Chefe! Por que você tem de assumir logo que é culpa minha? É óbvio que é uma coincidência, ele deve ter ido viajar ou algo assim...

- É... Acho que sim...

Ele foi embora, me deixando mais aliviada que ele engoliu minha justificativa, mas mais apreensiva porque eu mesma não acreditava nela, agora menos do que antes. Eu ouvia minhas palavras, mas ao mesmo tempo pensava que em 4 anos que o conhecia, ele nunca tinha alterado seus hábitos, sempre o mesmo café, o mesmo jornal, na mesma mesa.
Trabalhei o dia inteiro me convencendo de que estava sendo paranoica,  de que não era minha culpa, sorrindo por fora e me martirizando por dentro.

Quando o meu turno terminou, muito mais tarde do que eu gostaria, fui para casa, cansada, irritada, ainda tentando me convencer de que não era minha culpa e falhando miseravelmente.

Ao chegar na minha casa, lá estava ele. Sentado na varanda, imóvel como uma estátua de mármore, lindo, perfeito, com sua pele clara, apenas o vento em seus cabelos me fazia crer que ele não era, na verdade, uma cópia fiel, em pedra, de Jason.

- E o que VOCÊ está fazendo aqui? - disse, já desejando que fosse minha imaginação culpada e soando muito mais agressiva do que queria soar.
- Ora, ora, calma aí! Por que tanta agressividade? Só vim aqui lhe agradecer devidamente! - ele disse, e foi só então que notei um buquê de rosas em suas mãos. Rosas vermelho sangue. - Sinto muito por minhas atitudes anteriores, agradeço a boa vontade de ter levado minha carteira para mim, não era necessário, já que eu voltaria à lanchonete em breve, mas lhe agradeço. - completou, com um sorriso.

- Mas... Eu... - fiquei sem fala, pegando as rosas que ele me alcançava. Como ele podia mudar de atitude assim? - Eu lhe agradeço. Sinto muito se reagi agressivamente.

- Tudo bem, foi minha culpa, eu que provoquei, agi sem pensar e sinto muito - disse Jason, abrindo ainda mais o sorriso. A lua já estava no céu e iluminava seu rosto de uma forma linda, seus cabelos balançando ao vento, seus olhos encantadoramente focados em mim, me fazendo sentir aquecida e adorada.

- Eu.. Agradeço.. As flores, sabe? - Notei que estava corada, suando frio e calafrios subiam pela minha espinha.

- Ora..Não seja por isso... Hannah - ele disse meu nome em um suspiro e eu fechei os olhos, uma brisa passou por mim, fazendo meus cabelos voarem e meu corpo todo se arrepiar. Quando abri os olhos, ele tinha sumido e eu estava sozinha na varanda de casa, a única prova de sua presença, eram as lindas rosas nas minhas mãos.

Um comentário:

  1. hmm, como vc comentou no forum.. tudo se transforma. eu ja visualizei diversos outros subtemas que podem ter sido vinculados a eles, um deles seria os primeiros capitulos da serie true blood, se é que ja assistiu ...

    muito bons por sinal. o pulso da historia me é intrigante, me faz querer saber por que a hannah virou vampira, e como isso aconteceu . rs
    parabens

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