segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pain

The feeling never fades away completelly. It's a latent pain that sits behind your heart, just above your stomach and it's always there. You don't feel it all the time, you can laugh, you can be in love, but every now and then, when you're alone, sitting in the dark, thinking about a travel you want to make or that book you want to write it comes back, hits you hard and you feel it - it's there. The mark of that one time, that one day when you felt like you could do anything, you could be anyone, anywhere. That one person that meant all of that.

He wasn't a person, he was a meaning, a feeling, a mark. He was something that showed her and tolf her she could be whatever she wanted, that she could write her book, she could travel the world, she could be so much more than the world offered her, lovely, kinder, smarter, better.

And then reality drops by to say hi. She can't travel, she can't write her book, she's not that smart or that pretty, she's not as good as he thinks she is. He's biased, he can't see right, she's fine, she's good but she's not much beyond "normal".

She can be, eventually. She'll work hard, whenever she feels that pain, she'll work harder. Pain stimulates, pain makes you feel alive, makes you walk, makes you talk... Makes you write.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobre a dança

Eu a vi dançando. Desde aquele dia, nunca mais pensei em outro tipo de dança, em outra pessoa. Eu precisava dançar com ela, salsa, dança do amor, da sedução. Não se consegue "apenas dançar" salsa! Tem que haver desejo, amor, atração. Tem que existir química ou então soa falso, o público não acredita, os juízes não caem. E eu queria ter isso com ela.

Linda e sexy, de pele clara e cabelos escuros, como a noite sem estrelas. A boca vermelha e carnuda, uma maçã madura pedindo para ser mordida e olhos verdes penetrantes, duas pedras de jade, firmes, cheios de força de vontade. Seu corpo de dançarina, lindo e sexy, forte e gracioso, me chamando, pedindo que dançasse com ela. Penso se ela tem consciência do impacto de seus movimentos no público... Penso se ela sabia que eu estava na platéia e que daria tudo para ser seu par.

Comecei a ter aulas de dança, mas como poderia continuar aspirando por ela sabendo que nunca a teria? Eu, um amador, ela, profissional, perfeita, incrível!

Ah, como seu par não lhe faz juz... Ele não a deseja, apenas a "maneja"! Eu faria melhor, tão melhor! Se eu conseguisse chegar até ela, mostrar minha contade, meu desejo...

terça-feira, 25 de maio de 2010

42

42. 42 pedrinhas no chão, 42 tijolos no muro, 42 peixes no aquário, 42 pulgas no cachorro, 42 voltas na chave, 42 escovadas no cabelo.. ou nos dentes.
Shirley era obcecada pelo número 42. Ela leu o Guia do Mochileiro das Galáxias e chegou à conclusão de que aquilo seria a solução de seus problemas! Desde criança, ela tinha problemas, TOC, ADD, DDA, DAD, todas as siglas possíveis e imagináveis, mas 42! Ora, 42 era coisa de gênio, 42 explicava tudo!!
Então, ela passou a fazer tudo... 42. Esse número fazia tudo sumir, as compulsões a falta de atenção. Simples, só precisava fazer tudo 42 vezes. Não 41, nem 43, esses números não funcionavam, apenas 42. Pois 42 é, obviamente, a resposta para a grande pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais!

Pergunta essa que é... Bom, faz diferença? Para Shirley, a pergunta era "como viver normalmente?" e a resposta foi... 42! É claro.

A pergunta muda para cada pessoa, mas a resposta se mantém.
Claro, que Shirley não é uma pessoa normal. Ela faz tudo 42 vezes, ora! Mas para quem faz tudo 42 vezes, ela é normal... Você só tem que achar as pessoas certas - aliás, todas as 41 pessoas do grupo de apoio dela vivem muito felizes.

Não Entre em Pânico!

Bom, venho hoje para fazer um post nada a ver com o meu original propósito do blog... Mas sobre algo que me interessa muito!
Hoje é #towelday ou, traduzindo #diadatoalha.
Para mais informações específicas: www.towelday.org
Mas, explico!

Douglas Adams é um super escritor, cuja série de maior sucesso (não sei se a única, mas é potencialmente a melhor) é a trilogia de cinco livros chamada "O Guia do Mochileiro das Galáxias".
A história é centrada em Arthur Dent, um inglês que se vê arrastado para uma incrível aventura no espaço, com vidas alienígenas que ele nunca imaginara existirem, ainda de pijama e robe. E toalha, é claro.
É aí que chega o nosso dia da toalha. Para homenagear Douglas Adams (que já é falecido), foi instituído o dia da toalha! O que o Guia do Mochileiro das Galáxias diz sobre a toalha:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.
E como funciona esse dia? Bom, você carrega uma toalha por aí, tira fotos, grava vídeos.. E é isso! A twitosfera Nerd mundial está enlouquecida com as toalhas. Eu? Eu não trouxe minha toalha. Se não tivesse uma reunião, até traria, mas é importante que os clientes e fornecedores pensem que ainda sou sã. Não necessariamente que eu seja.

Como não estou com minha toalha aqui, deixo essa humilde contribuição - celebre o dia da toalha como achar melhor, mas, se ainda não leu o Guia, poxa, leia HOJE! Eu tenho os 5 livros e recomendo (pelo menos os 4 primeiros, são incrivelmente engraçados).

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sobre Vampiros

Este é um trecho que escrevi logo após ler "O Dia do Coringa", o que parece bem óbvio. hehe
Não é linkado à história "Infância"

Andando pela cidade, passando desapercebida pelas pessoas há uma vida invisível, linda, cheia de aventuras, que arrebata qualquer um que a perceba e faz com que essa pessoa nunca mais se esqueça da grandeza do universo.
Enquanto as massas andam, alheias à vida, à grandeza e emoção que é estar vivo e andando neste mundo, há sempre alguém, um curinga, um gato no canil, uma pessoa que compreende a imensidão da vida e do universo, a incrível aventura de estar vivo.


Todos já ouvimos histórias sobre seres que agem enquanto as pessoas dorme. Não falo de morcegos e corujas, mas de vampiros e monstros horríveis que matam e torturam pela diversão de assim o fazer.
O que ninguém sabe é que esses temidos monstros andam entre nós também de dia, sem que ninguém perceba. O que aconteceu foi que, ao longo dos tempos, os vampiros foram ficando mais fortes e mais inteligentes, acumulando conhecimento, tecnologia e poder suficientes para não mais precisar se esconder do Sol.
Os vampiros são verdadeiros curingas na paciência da humanidade, interferindo quando esta parece estagnada: os grande gênios da humanidade receberam ajudar diretas ou indiretas dos vampiros. Há quem afirme que a Mona Lisa era a musa inspiradora de Da Vinci, ou seja, uma vampira, com quem ele conversava e que colaborava com suas idéias. Pálida e enigmática, sorrindo convidativamente a qualquer pobre presa que caia no seu enigma, tal qual inseto na teia de aranha.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Infância - Capítulo 2 - Diferente III

Ele entrou, tropeçando em seus pés e se atirou no sofá, ocupando todo o espaço.

- Sinto muito, eu... Não queria que fosse assim. Digamos que minha saúde não anda tão boa quanto era - apesar de seus olhos continuarem sérios, ele deu uma gargalhada, alta, irônica. - Desculpa, eu sei, não é nada engraçado - ele disse, mas riu novamente, de uma forma estranha, quase maníaca.

- Bom... Ahm... Ook. Quer alguma coisa? Posso lhe ajudar? Algo para beber ou talvez alguma comida? Pode ser pressão baixa, nesse caso sal ajuda. - Eu continuava tentando ser uma boa anfitriã, apesar da situação ficar mais estranha a cada minuto.

- Não se preocupe, o que eu preciso você não vai querer me dar...

- Try me. Fale, o que é? - ele claramente queria aguçar minha curiosidade. E funcionou.

- Bom. Se você insiste... Venha mais perto. - ele se endireitou no sofá e fez sinal com a mão, me olhando diretamente nos olhos. -Não quer que um homem doente tenha que falar gritando, né? - seus olhos pareciam se divertir com a situação, apesar de estar sério, eu tive a nítida impressão de que ele estava reprimindo um sorriso.

Me aproximei, a curiosidade era muito maior que a prudência, minha mente gritava, esperneava, me avisando "Não, não vá, é perigoso, você não o conhece", mas eu decidi: eu precisava saber.

Me aproximei dele, cuidadosamente, ele fez sinal com as mãos, para que chegasse mais perto. Quando notei, estava quase em seu colo, virada de frente para ele, com meu rosto perto do dele, meu ouvido perto de sua boca.

- Você é um delicioso desafio Hannah - ele sussurrou, quase encostando os lábios em minha orelha - Difícil, complicada, tão incomum...
Ele foi baixando os lábios e beijou minha orelha, descendo, vagarosamente, pelo meu rosto. Fechei os olhos, a sensação era muito boa, era como se apenas houvesse eu e ele no mundo, como se estivesse hipnotizada. Ele continuou descendo, beijando meu pescoço, eu sentia o calor do seu hálito, através de seus lábios entreabertos e pensava "por que mesmo eu hesitei?". Foi então que eu senti. Uma dor lancinante, terrível, que parecia atravessar meu corpo, parecia que eu tinha sido perfurada por uma lâmina, mas eu estava imóvel, não conseguia me mexer e notei que o ponto do qual se irradiava a dor era meu pescoço - mais especificamente, os lábios de Jason.
Eu queria gritar, mas não conseguia, eu queria chorar, mas as lágrimas não saíam. Quando, finalmente, ele me soltou, pulei para longe, senti uma tontura horrível, eu estava fraca, algo estava errado! Levei minha mão ao pescoço, meu corpo inteiro ainda latejando de dor e senti algo molhado, quente. Quando olhei para minha mão, notei que eu estava sangrando e Jason, ah Jason, estava em toda sua glória, com uma expressão de um homem que faz a primeira refeição depois de dias sem comer, com os lábios manchados de vermelho, suas presas brancas contrastando com o rubor da sua face.
Foi então que uma palavra vagou na minha mente: "Vampiro" e eu gritei. Gritei e gritei, mas o som não aprecia minha voz.

Foi então que acordei. Gritando, é claro. Imediatamente levei minha mão ao pescoço, que estava intacto. O telefone tocava - esse era o som do meu grito, no sonho.

- Sonho? Não, pesadelo. Pesadelo, é isso o que foi, apenas um sonho ruim. - eu disse para mim mesma, tentando acalmar meu coração que parecia querer saltar do meu corpo.

Levantei e atendi o telefone:

 - Ah, oi mãe. É, eu estava dormindo... Não, imagina! - nesse momento eu ouço um barulho e imadiatamente penso "A janela dos fundos!" - Já te ligo!

Desliguei o telefone e saí correndo, quando cheguei perto dos fundos, vi, claramente, Jason na janela. Meu coração disparou novamente, comecei a suar frio, ele estava com o rosto igual ao meu sonho, os lábios vermelhos, as presas brancas.
Corri para a porta, a adrenalina correndo em meu sangue, abri e saí de casa, procurando por Jason. Ele não estava ali, não estava em lugar nenhum! Eu olhei em volta, procurei entre as árvores, procurei no quintal: ele tinha sumido... Ou será que nunca esteve ali? Eu estaria louca ou ainda sonhando?
Me convenci de que era apenas um galho na janela e que imaginei seu rosto ali, fiquei impressionada por aquele pesadelo, tão vívido e ao mesmo tempo tão surreal.
Fui me arrastando para a cozinha, tomei um leite morno e me joguei na cama, tentando, desta vez, dormir um sono completamente sem sonhos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Infância - Capítulo 2 - Diferente II

Fiquei ali fora, parada, por vários minutos, sentindo o vento, mirando o espaço vazio onde ele estava. Por que, mesmo, eu estava com raiva dele? Por que eu estava incomodada?
Ele era um rapaz tão encantador...
Então uma nuvem encobriu a lua, pisquei diversas vezes e foi como se saísse de um encatamento. Ele não era encantador, era assustador, com seus hábitos metódicos e sua personalidade sombria e extremamente privada, era rude, grosseiro ou, no mínimo, seco. Não havia motivos para que eu ficasse toda deslumbrada!

- Flores... Como se ninguém mais pudesse me trazer FLORES - resmunguei, entrando em casa.

Deixei-as em uma mesinha e me sentei no sofá, cansada, tirei os sapatos.

- Quem ele acha que é? Chegando aqui daquele jeito, achando que vai arrasar? Acha que sou fácil, como essas menininhas bobas que correm atrás dele? Não sou uma de suas groupies! Além disso, ele só complicou a minha vida por não ir na lanchonete... E por que ele não foi mesmo? Ele disse que... Não, ele não disse nada!!

Logo em seguida, acordei com a campainha tocando. Levantei e fui até a porta, olhei pelo "olho mágico". Era ele. Praguejei baixinho.

- O que ELE quer aqui agora? Por que não me deixa em paz?
Compus meu melhor sorriso, arrumei meu cabelo que estava todo amassado e abri a porta:

- Sim?

- Hannah - ele disse, suavemente, fazendo meu nome deslizar de seus lábios, como uma prece - Há centenas de anos que lhe procuro. Não acredito que passei tanto tempo nessa cidade sem notá-la, você parece uma deusa grega, seus cabelos cor de mel, seus olhos verdes, tudo em você me faz suspirar.

Fiquei encarando-o como se nunca tivesse visto um homem na minha vida. Não havia palavras para expressar o que sentia... Uma mistura de "Como é?" com "Que diabos?" e "tá brincando, né?". De repente aquela expressão encantadora dele mudou para dúvida, ele parecia tão confuso quanto eu, parecia que não tinha certeza do que tinha-o levado ali, uma sombra passou por seu rosto e Jason pareceu cansado, muito mais velho do que realmente era e cansado.

- Você... - ele olhou em volta, procurando algum apoio, se escorando no marco da porta - Você se importaria se eu entrasse? Preciso me sentar.

Hesitei. Não queria que ele entrasse em minha casa. Não queria que ele soubesse que morava sozinha, que não me importava muito com o estado da casa ou que não trancava a janela dos fundos. Mas todas essas preocupações passaram quando vi seu rosto: ele parecia doente, velho e desesperado.

- Entre, por favor, sente-se aqui, no sofá - tentei apoiá-lo, para facilitar o caminho até o sofá mas ele recusou. Apesar de tudo, ainda era orgulhoso.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Infância - Capítulo 2 - Diferente

 Nota: Tenho diversas histórias e decidi que não vou deixar apenas essa aqui, então de agora em diante, quando for esta mesma história, ela estará marcada como "Infância" que é o título provisório dessa história.

Já faziam 3 dias de nosso "encontro" e nada de Jason. Ele não apareceu na lanchonete, o que definitivamente não me incomodava - não queria nem vê-lo, porém me deixava preocupada, pois alguém poderia ligar isso ao fato que eu fui entregar a carteira na casa dele e perguntar se eu sabia de algo... Eu não queria acreditar que poderia ser culpa minha. Não. Com certeza era algo diferente, ele foi viajar ou, quem sabe, finalmente se mudou da cidade.
Meu chefe, no 4° dia, resolveu juntar 1+1:
- Hannah, por acaso aconteceu alguma coisa estranha quando você foi levar a carteira do Sr. Jones?

- Oras, é claro que não! -já ficando vermelha

- Mas.. Tem certeza?

- Chefe! Por que você tem de assumir logo que é culpa minha? É óbvio que é uma coincidência, ele deve ter ido viajar ou algo assim...

- É... Acho que sim...

Ele foi embora, me deixando mais aliviada que ele engoliu minha justificativa, mas mais apreensiva porque eu mesma não acreditava nela, agora menos do que antes. Eu ouvia minhas palavras, mas ao mesmo tempo pensava que em 4 anos que o conhecia, ele nunca tinha alterado seus hábitos, sempre o mesmo café, o mesmo jornal, na mesma mesa.
Trabalhei o dia inteiro me convencendo de que estava sendo paranoica,  de que não era minha culpa, sorrindo por fora e me martirizando por dentro.

Quando o meu turno terminou, muito mais tarde do que eu gostaria, fui para casa, cansada, irritada, ainda tentando me convencer de que não era minha culpa e falhando miseravelmente.

Ao chegar na minha casa, lá estava ele. Sentado na varanda, imóvel como uma estátua de mármore, lindo, perfeito, com sua pele clara, apenas o vento em seus cabelos me fazia crer que ele não era, na verdade, uma cópia fiel, em pedra, de Jason.

- E o que VOCÊ está fazendo aqui? - disse, já desejando que fosse minha imaginação culpada e soando muito mais agressiva do que queria soar.
- Ora, ora, calma aí! Por que tanta agressividade? Só vim aqui lhe agradecer devidamente! - ele disse, e foi só então que notei um buquê de rosas em suas mãos. Rosas vermelho sangue. - Sinto muito por minhas atitudes anteriores, agradeço a boa vontade de ter levado minha carteira para mim, não era necessário, já que eu voltaria à lanchonete em breve, mas lhe agradeço. - completou, com um sorriso.

- Mas... Eu... - fiquei sem fala, pegando as rosas que ele me alcançava. Como ele podia mudar de atitude assim? - Eu lhe agradeço. Sinto muito se reagi agressivamente.

- Tudo bem, foi minha culpa, eu que provoquei, agi sem pensar e sinto muito - disse Jason, abrindo ainda mais o sorriso. A lua já estava no céu e iluminava seu rosto de uma forma linda, seus cabelos balançando ao vento, seus olhos encantadoramente focados em mim, me fazendo sentir aquecida e adorada.

- Eu.. Agradeço.. As flores, sabe? - Notei que estava corada, suando frio e calafrios subiam pela minha espinha.

- Ora..Não seja por isso... Hannah - ele disse meu nome em um suspiro e eu fechei os olhos, uma brisa passou por mim, fazendo meus cabelos voarem e meu corpo todo se arrepiar. Quando abri os olhos, ele tinha sumido e eu estava sozinha na varanda de casa, a única prova de sua presença, eram as lindas rosas nas minhas mãos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Capítulo 1 - O encontro III

Voltei andando para a lanchonete, pisando forte, irritada. Resmungando:
- Que grosseiro, que rude. Só pode ser algum caipira excêntrico. Como pode ser tão irritante. Como podem gostar tanto assim dele? Idiotas. Só podem ser idiotas mesmo. Preciso ir embora dessa cidade.

- Oh, pare de reclamar e vá de uma vez - veio uma voz da minha direita, acompanhada de uma risada. Clara, cristalina. - Como você deixa o humor alheio lhe afetar tanto assim? - disse Jason

Eu gelei. Como? Como ele poderia ter chegado ali tão rápido? Por que tinha mudado de humor tão rapidamente? E, mais do que tudo, por que diabos estava me seguindo, falando comigo ou se importando com o que eu estava resmungando.

- Saia de perto de mim. Suas opiniões não me interessam e minha vida não é da sua conta - respondi.

- Oras, mas quem está sendo rude agora? - ele riu, novamente, parecendo muito divertido com minha reação.

Olhei para ele com meu melhor olhar fulminante, só de birra, não falei nada e saí em direção à lanchonete. Por sorte nenhum de meus colegas viu a cena, ou poderiam comentar que eu estava implicando com o cliente.
Trabalhei o restante do dia irritada, tentando ser gentil e sorrir, apesar daquilo ser uma tortura. Eu só queria ir para casa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Capítulo 1 - O encontro II

Naquele dia, como sempre, Jason saiu da lanchonete e foi para casa. Apenas uma coisa estava errada - ele havia esquecido a carteira e meu chefe me pediu para levá-la a ele.
Contrafeita, fui até sua casa, toquei a campainha e lhe entreguei a carteira. Ele atendeu à porta ainda mais lindo que sempre - tão lindo que dava medo -, sem camisa, sua pele clara refulgia, sua expressão um pouco irritada por ter sua privacidade interrompida daquela forma.

Após pegar a carteira, ele virou as costas e puxou a porta, mas, rapidamente, coloquei meu pé para impedi-lo. Ele me olhou com um misto de surpresa e irritação.

- Você deveria agradecer - eu disse, olhando diretamente em seus olhos - é o que as pessoas NORMAIS fazem quando alguém lhes faz um favor.

- Favor? - ele disse, sustentando meu olhar de forma quase dolorosa - ok. Obrigado. Posso fechar a porta agora?

- Não sei por que elas suspiram tanto por você - respondi, ressentida, tirando o pé do vão da porta e me virando para sair, enquanto ele batia a porta com raiva.



Cheguei no ponto em que parei de escrever essa cena. Tem MUITA coisa entre essa e a próxima que tenho pronta, então não sei, exatamente, quanto e quando irei postar mais. Espero que em breve.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Capítulo 1 - O encontro

É claro que eu sabia quem ele era... "Brown eyes, black hair", como dizia minha amiga ("Nice ass" ela adicionaria ao vê-lo sair), ele ia todos os dias à lanchonete onde eu trabalhei nos últimos 2 verões e agora se tornara meu emprego fixo.

Jason Jones, o homem estranho da região - um pequeno bairro de uma grande cidade - lindo de morrer, inteligente e perfeito, mas antipático, solitário e metódico. Todos os dias, durante os 4 anos que ele passou nesse buraco de cidade, ele fez a mesma coisa, saiu de casa, passou na lanchonete comprou um jornal, sentou-se e leu-o tomando café. Após, saiu para.. Bom, ninguém sabia - e ninguém tinha coragem de perguntar.

Lindo e misterioso - tudo que pai nenhum deseja para sua filha e tudo que uma mulher quer para suas aventuras mais sórdidas. Eu? Eu tinha medo dele.

Corriam histórias pela cidade: que ele era rico, excêntrico, que era um assassino, rico com o saque de suas vítimas, que o filho desse ou daquele famoso, se falava de tudo.

Mas ninguém chegava tão perto da realidade quanto a minha bisavó.

- Ele é imortal - ela dizia - ele morava aqui quando eu tinha a sua idade e se mudou 7 anos depois. Fazem uns 90 anos, mas nunca vou esquecer: eu era apaixonada por ele. Ora, todas éramos.

Claro que não acreditávamos nela, pensávamos que era a idade, que ela o estava confundindo com alguém de sua juventude, mas agora sei que ela tinha razão. Ele é imortal, assim como agora também sou.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O começo

O mundo se tingia de vermelho enquanto o Sol se punha atrás dos morros. Eu assistia a noite cair sem saber o que viria a seguir. Aquele poderia ser meu último por do Sol, ou o primeiro de minha nova vida.
De repente minha imagem brilhou e se alterou e notei que chorava. Não por alguém ou algo, mas por um fim que, de uma forma ou outra, é triste.

Levantei-me e fui em direção a meu destino, meu objetivo e origem, toda a razão do meu ser, meu Jason.

Seu lindo cabelo escuro, chacoalhando ao vento enquanto me esperava ao pé do morro encostado em seu carro. Seu rosto mirando o Sol, seus lábios entreabertos em um sorriso, seus olhos fechados se abriram quando cheguei perto dele, correndo, e me atirei em seus braços.

Eu era humana até hoje pela manhã. Há uma semana, eu não teria imaginado que estaria aqui, agora, com Jason, pronta para morrer. Bom, não exatamente morrer, ou não poderia escrever, andar ou sorrir. Não, não morta, mas, na verdade, não-morta, imortal, incapaz de morrer. Uma vampira, como Jason.

Em uma semana minha vida mudara completamente, mas não mudaria mais, não nas partes importantes: eu não morreria facilmente, não me separaria de Jason e me alimentaria de sangue humano. 3 premissas simples.

A primeira vez que vi Jason, exatamente uma semana atrás, me parece tão distante agora. Claro que nunca me esquecerei de nada que aconteceu então, após vê-lo, mas ainda assim, são tantas lembranças, tantas sensações, tantas emoções.

Vampires

Many vampire stories roam around and all, or almost all, are true, but exagerated, while some are complete lies.
This is my story, it's not more real or less exagerated than any. It's just my story.

domingo, 11 de abril de 2010

First

Bom, imagino que ninguém vá chegar nesse blog ainda, mas caso você tenha chegado aqui por algum motivo desconhecido, saiba que, em breve, terei conteúdo aqui!
Volte sempre!